Opiniões de especialistas também são divergentes
”Um passo à frente na luta contra o monopólio da comunicação”. Assim o jornalista e cientista político Agnaldo Charoy define, preliminarmente, o fechamento da RCTV pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez. Especialista em comunicação pública, Charoy defende que o acesso da sociedade venezuelana à comunicação fica, teoricamente, facilitado tendo o canal sob poder do Estado.
As ressalvas não são por caso. Ao mesmo tempo em que comemora a iniciativa de Chavez pelo que representa para a comunicação pública, o jornalista alerta para os riscos de se reproduzirem por parte do Estado vícios comuns à iniciativa privada. “Defendemos um modelo democrático de comunicação e isso representa liberdade de expressão. O governo deve apenas mediar a produção do novo canal. Quem deve definir o conteúdo é o cidadão da Venezuela”, destaca.
Charoy é cauteloso quando avalia as críticas que Hugo Chavez tem recebido. Salienta que o presidente não descumpriu nenhuma lei. “Ele apenas não renovou uma concessão vencida”, acrescenta. Por outro lado, sua avaliação é de que o risco é grande de Chaves utilizar a rede pública para promover apenas suas ações, até mesmo pelo precedente de manter em atividade uma televisão privada que é favorável ao seu governo.
A professora de telejornalismo, Luiza Carraveta também deu sua opinião. Ela admitiu ser totalmente contra a atitude do presidente ao fechar um canal de comunicação.
Luiza é pós-graduada em televisão e se diz contra a censura ocorrida.
em Junho 23, 2007 em 12:45 am
[...] a respeito da não renovação da concessão da RCTV pelo gorverno de Hugo Chaves na Venezuela. Entre os profissionais da área, a discussão não se restringe aos argumentos corporativos utilizados pelas grandes redes de [...]