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Last FM e a emergência

Enviado em música, novidades por Natacha Souza no Março 12, 2008
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O last fm é um exemplo de site inovador, mas não somente pelas mudanças no conceito de rádio, e por sua eficácia em buscar diferentes músicas instantaneamente. Esse site trabalha com o modo “emergente” de comunicação, onde há uma resposta do receptor, como diz a teoria de Steven Johnson. O estilo top-down, onde os comunicadores agiam enviando uma mensagem e os receptores apenas a consumiam, sem questionar, não existe mais. Steven Johnson explica que o modelo agora é bottom-up, ou seja, muitas vezes ouve-se o público antes de fazer algo. Ou como tem sido feito na Web com muita eficácia, o internauta decide o que vai consumir, e opina a todo momento. A teoria da emergência funciona nesse novo sistema, onde pequenos atos de consumidores geram grandes ações dos comunicadores. Trazer essa nova forma de comunicar para internet foi simples, pois percebe-se onde o usuário vai clicando, que escolhas ele faz, e também há muita interatividade. No last fm isso ocorre a todo o momento. Não há um radialista escolhendo o tipo de música ou banda, é o internauta quem escolhe. E sua pequena ação de selecionar determinadas bandas cria um padrão, ou um perfil de usuário, logo o servidor oferece outras bandas do mesmo estilo a partir das informações que o próprio usuário forneceu. Outro momento de emergência no last fm ocorre entre os usuários que são amigos. Alguns começam a conversar com quem já era conhecido, outros buscam pessoas que apreciam o mesmo estilo de música. Ele descobre tudo que os outros consomem por seus cliques, que guardam informações das músicas que ouviu no site. Essa comunidade de gostos parecidos busca e troca muita informação, que acaba alimentando a rede e pautando ela, para o site fornecer mais produtos do mesmo estilo. A partir dessa teoria, a rede social passou a informar e trabalhar em função dos dados fornecidos pelos usuários. É o fim do sistema onde só recebíamos e aceitávamos. A sociedade passou a ter o direito de opinar, escolher e pautar os meios de comunicação, seja em um simples site de música ou até em importantes notícias.  

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