Maioria dos estudantes é contra o fechamento da RCTV
O fechamento do canal de televisão da Venezuela RCTV, causou opiniões diversas e polêmicas. O presidente Hugo Chávez já foi alvo de vários protestos, principalmente pela parte de jovens estudantes.
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Rafael Bugs dos Santos, é totalmente contra o fechamento da RCTV: “Sou a favor da liberdade de imprensa”. Para Rafael a sociedade tem que tirar suas próprias conclusões a partir do que vê, lê ou ouve. O público deve ter direito ao contraditório, não pode ficar com apenas um lado da informação, no caso o lado do presidente.
Para ele a atitude do presidente faz lembrar os tempos em que os ditadores predominavam na América do Sul. O socialismo que Chávrz pratica não tem condições de se manter nos tempos atuais, e os elementos que ele utiliza para governar são de carater populista.
Luciana Padovani também é contra. Ela acha que o presidente demonstra interesse em colocar uma ditadura no país. “A liberdade de imprensa é tudo”, afirma Luciana.
O estudante Rafael Salazar não entende como um presidente que se diz ser socialista pode ter esse tipo de ação. “Como estudante, acho que os jovens Venezuelanos devem protestar contra isso”.
Apesar da maioria das pessoas serem contra, alguns profissionais da área têm opiniões favoráveis. A discussão é longa, e só estará perto do fim após a abertura do canal público pelo presidente, e dependendo da maneira que ele usará o novo canal.
Polêmicas do fechamento da RCTV
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, encerrou a concessão do canal de televisão Radio Caracas Televisión (RCTV) no final do mês de maio.
No lugar do canal, o presidente pretende criar uma televisão pública. Hugo Chávez afirma que fez isso pois o conteúdo das programações do canal continham pornografia, e não tinham cultura.
A atitude do presidente já causou inúmeros protestos. Os venezuelanos reclamam sua liberdade de expressão e de escolha, e acham que ele agiu como um ditador.
Se a intenção de Chávez era apenas criar um canal de televisão pública com informações, cultura e com mais qualidade que a RCTV, ele poderia ter feito sem fecha-lá. O presidente acabou causando muitas demissões e foi ditador em seu ato. Qualquer pessoa ou país democrático não aceitaria esse corte na liberdade de expressão que ocorreu na Venezuela. Além disso, se o conteúdo televisivo do canal era ruim e o presidente criasse um melhor, teoricamente as pessoas passariam a assistir o novo.
Independente da qualidade das emissoras deveria existir o direito de escolha. Se a pessoa prefere assistir os conteúdo que, de acordo com Chávez, não tem cultura, essa é uma opção do indivíduo, sua escolha não pode ser imposta por um presidente ditador.
Uma pesquisa revelou que 70% das pessoas são contra o fechamento da RCTV, mas a mesma revelou que o governo ainda tem uma maioria que o apóia, com aprovação de 64,7% dos entrevistados. Apesar dos protestos contra atitude do presidente, o povo não está totalmente contra ela ainda. A questão agora é esperar para ver de que maneira o presidente usará o canal. Pois quem dita e impõe regras, também é capaz de criar um canal para se promover.
A crise que fez crescer

Você já parou para pensar no incrível aumento no número de torcedores gremistas após o ano de 2005? A torcida do grêmio voltou a ir ao estádio Olímpico com um público grande após a decaída do time para segunda divisão. O time possui a maior torcida brasileira fora do eixo RJ-SP, ficando em 6º no geral nacional, apenas atrás de clubes cariocas e paulistas.
Esse aumento de público não aconteceu apenas com o grêmio, no ano de 2006 os maiores públicos foram em jogos de times de segunda e terceira divisão. O que tem diferenciado a torcida tricolor, principalmente nesse ano, é o fato de todos irem a todos os jogos, independente da sua importância. Outro fator é o surgimento da “alma castelhana”, torcida que aumentou muito com a segunda divisão, e que em 2007 tem demonstrado apoio, amor e devoção enorme ao time do grêmio.
Alma castelhana, nome dado aos integrantes da geral do grêmio, tem como inspiração torcida Argentinas, como do time Boca e do Racing. Esses torcedores admiram o futebol argentino, que demonstra muita garra e virilidade, assim como o grêmio. Eles se reúnem em todos os jogos atrás de uma goleira e cantam músicas de motivação durante os 90 minutos de jogo. E o momento mais esperado das partidas, o gol, também tem sua comemoração especial: a avalanche.
Essa torcida tem sido alvo da mídia nos últimos meses, mas nem tudo é elogio, também há muita polemica. Alguns jornalistas e profissionais do esporte condenam a torcida. A revista placar, que normalmente não escreve muito sobre os times do Sul do país, criticou a maneira de comemoração dos torcedores da geral, utilizando como manchete a frase “Avalanche: perigo nos estádios”. O jornal correio do povo chamou os torcedores de “macaquitos argentinos”. A zero hora acha que o fanatismo passou dos limites.
Porém, nos últimos jogos, durante as entrevistas coletivas os jogadores já afirmaram diversas vezes que o rendimento do time, assim como as vitórias deve-se ao apoio da torcida. O colunista Antônio Vicente Martins também admira e apóia muito a torcida, “deixem nossos jovens torcedores gritar como hermanos para incentivar o time, deixem baixar as arquibancadas, promovendo as avalanches nos gols do Grêmio”.
Polemicas aparte, a torcida tem dado um exemplo a todos os admiradores de futebol, mas como em todos os lugares públicos confusões sempre ocorrem. Vitor Fraga, organizador de excursões do grêmio, 21 anos acha que a alma castelhana é quem leva gente para o estádio. Para o torcedor, a lógica do futebol é sempre contrária: quando o time cai o estádio enche, a torcida levanta o time. Assim como os apaixonados da torcida, Vitor se emociona muito com seu time, e afirma: “Depois dos seres humanos, o grêmio é o que mais amo, é meu chão, é minha religião.”